Universo Paralelo e Criação do mundo (pt.02)


Como disse no post anterior o que venho aqui escrever será a continuação do assunto Univeerso Paralelo e Criação do mundo totalmente baseado na leitura do livro “As crônicas de Nárnia – O sobrinho do mago”.

Para relembrar no post anterior consegui, de uma maneira não muito concisa, falar sobre a questão do Universo paralelo, pretendo neste post falar sobre a criação do mundo e finalziar este assunto. Agora dando continuidade ao assunto exatamente no mesmo ponto onde eu havia parado anteriormente.

…So que desta vez após o término da viagem se depararam a um local totalmente escuro, simplesmente não se podia enxergar, sentir, escutar nada, mas eles se sentiam apoiado em algo sólido e as únicas coisas que se escutava eram eles mesmos discutindo, mas em um momento o cocheiro escutou uma melodia mas não sabia de onde vinha, e algo foi acontecendo, a música que praticamente não era cantada começou a surgir várias voses dificeis de identificar quantas eram, com isso no imenso escuridão foram surgindo milhares de luz saltando conforme este trecho:

“A escuridão em cima cintilava de estrelas. Elas não chegaram devagar, uma por uma, como fazem nas
noites de verão. Um momento antes, nada havia lá em cima, só a escuridão; num segundo, milhares e milhares de
pontos de luz saltaram, estrelas isoladas, constelações, planetas, muito mais reluzentes e maiores do que em nosso
mundo. Não havia nuvens. As novas estrelas e as novas vozes surgiram exatamente ao mesmo tempo. Se você tivesse visto e ouvido aquilo, tal como Digory, teria tido a certeza de que eram as estrelas que estavam cantando e que fora a Primeira Voz, a voz profunda, que as fizera aparecer e cantar.”

Ou seja, todos estavam presenciando a criação do universo, colocarei trechos do livro que relata este acontecimento, é melhor le-los do que eu mesmo relata-los:

“Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. Movia-se uma aragem leve e refrescante. O céu
naquele ponto tornava-se gradualmente mais pálido. Já se viam formas de colinas recortadas contra ele. E a Voz
continuava a cantar.

O céu do oriente passou de branco para rosa, e de rosa para dourado. A voz subiu, subiu, até que todo o ar vibrou com ela. E quando atingiu o mais potente e glorioso som que já havia produzido, o sol nasceu.

Digory nunca tinha visto um sol daqueles. O sol sobre as ruínas de Charn parecera mais velho do que o nosso, mas este parecia mais jovem. Tinha-se a impressão de que ele ria de alegria enquanto ia subindo. E, quando seus  aios cobriram a terra, os viajantes puderam verificar em que lugar estavam. Tratava-se de um vale através do qual serpenteava um grande e caudaloso rio, que corria para o leste, na direção do sol. Ao norte, colinas suaves; ao sul, montanhas altas. Mas era um vale apenas de terra, rocha e água; não havia uma única árvore, arbusto ou folhinha de capim.

A terra tinha muitas cores – cores novas, quentes e brilhantes, que faziam a gente exaltar… Até que se visse o próprio Cantor. Então, todo o resto seria esquecido.

Era um Leão. Enorme, peludo e luminoso, ele estava de frente para o sol que nascia. Com a boca aberta em pleno canto, ali estava ele, a menos de trezentos metros de distância.”

Este é o relato da criação do universo, mas agora com o leão cantor caminhando pelo local o próprio mundo começou a ser criado. Este Leão é conhecido como Aslam, que representa uma forma de Deus, O criador, O arquiteto do universo, ou de como preferir indentificar, em contra ponto acredito não precisar dizer que a feiticeira representa a parte oposta de Aslam. Segue trechos que fala sobre a criação do próprio mundo de Nárnia:


“O Leão andava de um lado para o outro na terra nua, cantando a nova canção. Era mais suave e ritmada do que
a canção com a qual convocara as estrelas e o sol; uma canção doce, sussurrante. A medida que caminhava e cantava, o vale ia ficando verde de capim. O capim se espalhava desde onde estava o Leão, como uma força, e subia pelas encostas dos pequenos montes como uma onda. Em poucos minutos deslizava pelas vertentes mais baixas das montanhas distantes, suavizando cada vez mais aquele mundo novo. Podia-se ouvir a brisa encrespando a relva.

E surgiam outras coisas além da relva. As mais altas encostas iam ficando escuras de urzes. Manchas de um verde mais intenso apareciam no vale. Digory não sabia ainda o que eram, até que surgiu uma pertinho dele: uma coisinha espigada que ia lançando braços para os lados, e os braços se cobriam de verde e iam ficando maiores a uma grande velocidade. Havia muitas dessas coisas à sua volta agora. Quando ficaram quase do seu tamanho, viu o que era: – São árvores! – exclamou.

Todo esse tempo, prosseguiam a canção do Leão e seu majestoso caminhar, de um lado para outro, para a frente e para trás. Aproximava-se mais e mais, o que era meio alarmante. Polly achava a canção cada vez mais interessante, pois começara a perceber uma ligação entre a música e as coisas que iam acontecendo. Quando uma fileira de abetos saltou a uns cem metros dali, sentiu que os mesmos estavam ligados a uma série de notas profundas e longas que o Leão cantara um segundo antes. Quando ele entoou uma seqüência de notas rápidas e mais altas, não ficou nada surpresa ao ver primaveras surgindo por todos os cantos. Com um indescritível frêmito, teve quase certeza de que todas as coisas  “saíam da cabeça do Leão”. Ouvir a canção era ouvir as coisas que ele estava criando: olhava-se em volta, e elas estavam lá. Era tão emocionante que Polly nem teve tempo de sentir medo….”

Claro que há mais detalhes na leitura do livro por completo , por estes trechos já bastam para lhes darem uma noção de como foi a criação do mundo de Nárnia. Afeiticeira se sentindoto talmente incomodada por saber que é magia nova, muito mais forte do que a dela, e o tio que se tornou servo da mesma se sentia incomodado com “os barulhos” pois para ele a música era insuportável de ser ouvida, ou seja, podemos considerar que as pessoas “impuras”  ver a verdade e receber a iluminação é simplesmente aterroriozante, contudo passar conhecimentos abertamente a todos não é bom, pois nem todos estão prontos para descobrir a verdade, por mais simples, puro e belo que seja.


Neste livro há diversos outros aspéctos que rendem boas discuções sobre assuntos místicos, esotéricos e filosóficos, mas como o foco deste ultimos dois posts era relatar sobre Universo paralelo e Criação do mundo, tudo o que eu escrevi e coloquei como referência já expressa de uma forma mínima suficiente para entender certos aspéctos em torno deste assunto.

Espero que tenham gostado e que de uma forma consegui lhes mostrar que “As crônicas de Nárnia” não é um livro meramente infantil, mas sim uma boa enciclopédia para receber um inicio de iluminação, e que somente aqueles que tem vocação para este tipo de assunto percebe essas informações explicitamente ditas no livro, mas com diversas mensagens entrelinhas. Recomendo que façam a leitura completa deste livro “o sobrinho do mago” e se for possível ler todos os outros, pois a quantidade de informação e aprendizado não é pouca. Aleitura deste primeiro livro também ajudará a entender diversos aspéctos que contém no segundo livro que nos cinemas foi o primeiro filme “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”.

Paz a todos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s

%d bloggers like this: